segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Dialogando com o Canarinho


Acho que estou meio louco, ultimamente tenho conversado com os animais. Sim, um diálogo com animais. Meu ultimo proseador foi um dos canários que tenho em casa. Foi uma conversa rápida, mas que deu pra tirar uma lição. 


- Bom dia, Canarinho! Como estás? 
- Bom dia, Xande, estou bem e você, como está?
- Estou ótimo, pra variar (Risos).
- Hum! Trouxe o meu alpirche e minha água? 
- Sim, estão aqui. Mas hoje quero que você me responda uma coisa. 
- Tranquilo, Xande, vamos lá. Pergunte-me!
- Então, queria saber se preferes levar essa vida aprisionado a uma gaiola, comendo e bebendo todo dia, levando uma vida monótona, vigiado o tempo todo ou então, se preferes ficar livre, solto por ai, livre para voar?
- Hum! Sabe, Xande... Eu até gosto dessa vida. Sério mesmo. Ter alguém que cuide de mim o tempo todo. É bacana, eu até gosto. Mas acontece que estar lá fora, livre pra voar, ir para qualquer lugar sem me preocupar com ninguém. Não tendo nenhum dono. Aliás, eu mesmo sendo dono de mim mesmo é muito melhor. Aqui dentro é como se estivessem cortando as minhas asas, me impedindo de traçar a minha vida sozinho. Xande, até gosto de você, mas o mundo lá fora é bem melhor. Prefiro ficar voando por ai, livre, livre... 



Nesse momento fiz uma reflexão, não da situação do canarinho aprisionado, mas de como funcionam a maioria dos relacionamentos. Boa parte deles encontram-se assim: cortando as asas do companheiro.
(KALLAY, 2013)

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